Demissões superam admissões na Baixada Santista

17/05/2017

O número de demissões mais uma vez foi superior ao de admissões na Baixada Santista. Ao todo, em abril, 8.315 profissionais perderam o emprego, enquanto 7.216 foram contratados. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que aponta ainda os setores do comércio e serviços como os que mais movimentaram os índices na região.

Para o economista e professor da Unisanta, Jorge Manuel de Souza Ferreira, os números negativos já eram esperados. O especialista, porém, faz uma ressalva: “O pico da crise já passou. Estamos em um momento intermediário desse período”.

Segundo ele, a situação pode ser confirmada ao analisarmos os números de uma forma macro. Por exemplo, se compararmos o primeiro quadrimestre de 2016 com o de 2017. É notável a diminuição no saldo das demissões. No ano passado foram 10.433, enquanto 5.071 perderam o emprego nos últimos quatro meses.

“Vemos que crise ainda surte os efeitos negativos, mas em proporção menor a do auge da crise”. O economista explica que por serem os setores que mais empregam, tanto comércio quanto serviços também são os que mais demitem.

“O contingente é grande, representa quase 60% da mão de obra na região. Afinal, exceto Cubatão, por conta da indústria, os demais municípios são caracterizados pelos serviços e comércios. (quando o cenário mudar) Na retomada também aparecerão em primeiro lugar”.

Recuperação dos empregos

Nos últimos dois anos o saldo de demissões na região é de 36.437, um número alto e que não deve ser recuperado tão cedo. “Infelizmente, não vejo uma retomada de contratações nesse nível a curto prazo. Acredito que em 2019 teremos passado o pior e estaremos em um processo de retomada, mas ainda com muitas dúvidas dos empresários por conta doas eleições”. Fonte: A Tribuna.