Dezembro de 2011 - Ano XVII - N° 450

ENTREVISTA

"O segredo é ter sócios e gestores competentes"

Victor Schneeberger Maia
 

         Administrar empresas com focos diferentes e, mais que isso, conseguir ter controle do que está acontecendo em cada uma delas. Esta é a missão de Victor Schneeberger Maia. No comando da Maia Logística, da Maia Transportes Internacionais, da Omnitrans e da Louvre Citroen, o diretor do Sindisan abriu um espaço na agenda concorrida para um bate-papo com os leitores do Transpo. Confira:
Transpo- A Maia Logística deu início a tudo. Qual o ano de fundação da empresa e quem foram os fundadores? 
Victor - A Maia foi fundada em fevereiro de 1962, pelo meu paiJoão Afonso Ribeiro Maia e meu tio José Alberto Ribeiro Maia.
Transpo - Qual a sua idade, formação e a partir de que ano o sr. começou a atuar na empresa?
Victor - Tenho 45 anos. Sou formado em Administração de Empresas, nos Estados Unidos; e em Direito, na Universidade Católica de Santos. Comecei a trabalhar na Maia em 1980, aos treze anos de idade.   
Transpo- O trabalho nas suas empresas é dividido com familiares?
Victor -Tenho meu primo-irmão Rogério Amorim Maia, que é sócio na Maia Logística, na Omnitrans e na Maia Transportes Internacionais (MTI). Ele é filho do outro fundador da empresa, meu tio José Alberto.  
Transpo - Qual a principal dificuldade de se trabalhar em uma empresa familiar?
Victor -Já passamos por ela, a preparação para a segunda geração, criando um Acordo de Acionistas e um Organograma claramente definido.
Transpo - Qual a receita para dar conta de empresas com focos diferentes? O segredo é contar com uma equipe capaz e com autonomia?
Victor -O segredo é ter sócios e gestores competentes, reuniões sistemáticas, políticas de atuação muito bem definidas e forte investimento em informática e formação profissional.
Transpo - As empresas tem filiais fora da região? Quantos funcionários fazem parte de todas elas?
Victor- A Omnitrans possui dois terminais em Santos e não possui filiais. A Maia Logística atua em São Paulo (matriz e uma filial) e ainda possui filiais em Campinas, Guarulhos e Rio de Janeiro.  Já a Louvre atua em Santos (matriz) e possui filiais em São Vicente, Guarujá, São José dos Campos, Taubaté e Guarulhos. São 700 colaboradores no total.   
Transpo- Focando um pouquinho no transporte, quais os principais serviços prestados pela Omnitrans?
Victor- Armazenagem, serviços de terminal, transporte rodoviário de cargas perigosas (soltas e em container) e não perigosas.
Transpo - Na sua visão, quais as principais dificuldades atuais para quem trabalha com transporte: legislação, falta de infraestrutura, altos tributos?
Victor - Fundamentalmente, a falta de infraestrutura, que cria tantos gargalos logísticos, carga tributária elevada, falta legislação clara sobre o DDR (seguro por conta do cliente), política de incentivo à renovação de frota (como o Reporto para os terminais de atracação), entre outros.  
Transpo - Qual a sua dica para que uma empresa familiar tenha sucesso? 
Victor - Um Acordo de Acionistas, um Organograma muito bem definido, um Budget anual, estabelecer metas claras para os principais gestores através de KPI's de controle (Indicadores Chave de Desempenho), buscando desta forma, perpetuar a empresa!
Transpo -  Para finalizar. Se tivesse que escolher apenas uma... Maia Logística, Omnitrans, MTI ou Louvre? Qual a atividade que lhe dá mais gosto de trabalhar?
Victor -É muito difícil responder..., mas como iniciei minha vida profissional no despacho aduaneiro e no transporte, tenho muito amor pela Maia Logística e pela Omnitrans. Vejo a Louvre (concessionária Citroën) como um excelente negócio, uma diversificação.